quinta-feira, 9 de julho de 2020

Luto - Descanse em paz, amigo CAX


Luto
...

Descanse em paz, amigo Eduardo Ferreira (CAX – Considerado Ativista X)... Que a sua passagem seja tranquila... Que seus familiares e amigos sejam confortados...
...Em sua homenagem, tirei parte do dia para ouvir as suas músicas e relembrar algumas histórias...
CAX foi integrante do grupo de rap chamado Arezona... Com Everton Factor EF Arezona Inflamável, apresentou ao rap mineiro um som inovador, contagiante, com flow diferenciado e ideias críticas acerca dos sujeitos periféricos e seus desafios... Um estilo de som que envolve o público, por isso marcou uma geração e está gravado na história da cultura hip-hop de Minas Gerais.
Não somente pelas músicas, mas CAX deixa para mim a marca de um mano humilde, de linguagem simples e, ao mesmo tempo, potente... Era um mano que não se perdeu, diante do reconhecido talento...
Por isso, em respeito à sua memória e história, presto esta homenagem, convocando todos/as que estiverem lendo este texto a cantar o refrão de uma das músicas do grupo, diga-se de passagem, música que me arrepiava todas as vezes em que eu a ouvia:
“A-re-zo... Arezoonaaa.../ A-re-zo... Arezoonaaa.../”
Um salve, parceiro!!!

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Arte, Racismo e Serviço Social




Arte, Racismo e Serviço Social

Prof. Dr. Daniel Péricles Arruda (Vulgo Elemento)
Texto apresentado, em 16/06/20, no Ciclo de Lives do Serviço Social, realizado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Há discussões tão complexas que só consigo fazê-las por meio da arte. Por isso, gostaria de apresentar-lhes um texto reflexivo para que possamos dialogar sobre arte, racismo e Serviço Social...

O que é arte? O que há dentro desse guarda-chuva? Trata-se de uma palavra pequena que contém coisas grandes. Arte é conhecimento. É caminho de passagem para outros saberes. Arte é linguagem, produz linguagens. É mediação entre o sujeito e a cultura. É caminho de acesso ao mundo interior. É um modo de fugir da realidade, mas também de encontrá-la. Arte é muitas coisas. Arte não é tudo e nem tudo pode e consegue ser arte, pois chamar de arte uma escultura, ou monumento, que representa o colonizador, é continuar violentando simbolicamente os africanos e todas as suas gerações, como a minha... E, digo mais, manter erguida a estátua do colonizador é parabenizá-lo eternamente por seu malfeito.

Estão vendo como falar de arte é difícil... Por isso, prefiro a arte que toca, que desperta a humanidade para a diversidade...

A arte tem condição de ser um instrumento sensível para adentrar ideologias racistas e, como cupim, iniciar uma revolução por dentro... A arte pode nos revelar o nosso inconsciente... A arte toca na subjetividade e produz várias outras...

A música, a poesia, a dança, o teatro, a pintura, enfim, falo de arte sem censura, todas podem ser utilizadas para despertar ou agregar valor ao sujeito, servir de espelho, para romper invisibilidades e ressignificar marcas da discriminação racial... Essas são algumas pistas para falar sobre o racismo...

Certamente, vocês já escutaram ou leram essa frase em algum lugar: “Ninguém nasce racista”. Porém, nosso país é referência em formar sujeitos racistas... São questões importantes: Como se dá a formação do sujeito racista? Por que existe o racismo?

O racismo desenvolve-se de muitas maneiras. Age como vírus. É cruel. Machuca. Fere. Perturba. Mata.

Manifesta-se nos discursos, em pequenas palavras, nos atos falhos, nos chistes, nos gestos... Ora é cordial, cínico, ostensivo, irônico, recreativo, e na essência é estrutural, como expresso em um dos meus versos:

“Porque o racismo é estruturalmente estrutural”.

“Temos que ocupar todos os lugares...

Vamos unir forças...

Vamos estudar e transformar a história...

Vamos nos manifestar, exigir e argumentar...

Mesmo sabendo que nenhum/a negro/a está imune aos efeitos do racismo,
que é estruturalmente estrutural...

Mesmo que tenha diploma, mesmo que more em área nobre, mesmo que fale inglês, árabe, francês...

O racismo sempre dá um jeitinho para nos alcançar... É só olhar direitinho...

E essa talvez seja uma de suas estratégias de atuação:
‘Mesmo que te escondas, eu te encontro.’”

O racismo é estruturalmente estrutural porque vem desde a raiz. O racismo nos ataca, seja com tiros ou com palavras, seja em direitos que nos são negados, tirados, fragilizados. O racismo é tão perverso que o sujeito que o sofre é visto como culpado. Talvez seja por isso que muitos se silenciam. Para não sofrer duas vezes.

Quem nunca ouviu algo do tipo, ao relatar que sofreu racismo: “Amiga, será?”; “Isso é coisa da sua cabeça!”; “Ai, mas tudo pra você é racismo!”; “Era só uma brincadeira!”; “Ela não é racista. É o jeito dela!”; “Não, ele jamais faria isso. Ele é casado com uma mulher negra!”; “Você tem que se tratar, amigo. Você está com mania de perseguição”.

Aqui, façamos de conta que o sujeito, ao ser desacreditado de sua narrativa, desesperado, resolva procurar ajuda profissional, e o profissional repete de um modo profissionalizado o mesmo discurso dos amigos.

Percebam como é difícil provar que o racismo existe, mesmo acontecendo de maneira escancarada.

A palavra é a prova. Se temos que provar a prova, quer dizer que temos um enorme problema a ser resolvido...

O racismo não é culpa do sujeito negro. O racismo revela o outro, que não aceita conviver com o diferente. Mas há contradições. Não dá para analisar essa questão ligando um ponto ao outro...

Parei outro dia para distrair, liguei a televisão, mas como é possível se distrair no inferno?

- Adolescente é morto dentro de casa com tiro de fuzil no Rio de Janeiro... (João Pedro);
- Criança de 5 anos morre após cair do 9o andar de prédio no centro do Recife (Miguel);
- Morte de homem negro filmado com policial branco ajoelhado em seu pescoço causa indignação (Georg Floyd).

Do que essas mortes nos falam? Falam que o sujeito negro é altamente descartável. Demonstram que é preciso verificar realmente se a escravização acabou ou se aperfeiçoou, principalmente no Brasil, lugar que ainda se diz: criado mudo, mulata, inveja branca. Essa vocês conhecem: Denegrir! Porque não falam debranquir?

Enfim, um país em que há leis contra o racismo, mas que ninguém é seriamente responsabilizado, que não assume ou não quer reconhecer os impactos do racismo no desenvolvimento psíquico do sujeito...

Agora, lembro-me das mães que já atendi e que relatavam ter medo de seus filhos saírem nas ruas, principalmente à noite...

Se você é mãe de filho preto, me ouça: A sua preocupação faz sentido. É o medo de perder o filho, pelo cano, pela pólvora, pelo tiro... O seu sentimento é legítimo... Por isso, é importante o diálogo, a escuta, a troca entre grupos de mães... São trilhas...

Percebo que esses são alguns elementos importantes para tratar do racismo e da arte, em nossa sociedade, bem como para tratá-los no núcleo e não nas periferias das profissões, para que possamos vê-los de modo plural e aprofundado nas disciplinas, nos projetos de extensão, na proposição de caminhos metodológicos para a construção e interação do conhecimento, na intervenção e supervisão profissional e no cuidado de si. Para isso, enfatizo que a arte é importante para provocar a mudança interior, aquela que se externaliza na cotidianidade, ou seja, a arte como modo de escuta e acolhimento do sujeito na perspectiva da educação para as relações étnico-raciais...

quarta-feira, 17 de junho de 2020

terça-feira, 16 de junho de 2020

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Não podemos parar de sonhar - Vulgo Elemento


Não podemos parar de sonhar

O mundo já não é mais o mesmo...
A pandemia tem mexido com as estruturas sociais, econômicas, culturais, artísticas e psíquicas... Mexido com o planeta...
A situação não é fácil...
Porém, humildemente, gostaríamos de dizer uma coisa...
Não podemos parar de sonhar... E nem abandonar os nossos sonhos...
O sonho é importante para alimentar a vida...
O sonho nos coloca em outra dimensão, assim, é possível enxergar diferente...
O sonho é o nosso político interno, que se externaliza nos discursos... Em nossas palavras... Assim, talvez, seja possível lidar com nossos desejos e nossas angústias...
É importante tomar esses sonhos como linguagem, como desejos falseados de múltiplas expressões a serem interpretadas.
Sonhos diurnos e sonhos noturnos...
Sonhamos e, às vezes, nem percebemos. E, quando percebemos, o que fazemos?
Eis a questão.
Há também outro sentido para o sonho... Entendido como objetivo, que traçamos ao longo da vida, como meta, ponto de chegada... Mas, para muitos, essa vida é uma ribanceira, um zigue-zague... Nem sempre dá para chegar a algum lugar em razão da desigualdade, da opressão e do abandono...
Daí a importância de sonhar, pois quando sonhamos, independentemente da forma, estamos lutando para existir...
E o nosso desejo é existir em coletividade, com vocês, e com todos que desejam um mundo melhor.
Vocês estão com a gente?

(Vulgo Elemento)

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Texto apresentado no Encontro de Supervisores/as de Estágio do curso de Serviço Social da UNIFESP, campus Baixada Santista.

sábado, 6 de junho de 2020

Saquinho de Pipoca


Saquinho de pipoca 

Perdeu, perdeu, perdeu...

Perdeu a capacidade de me ver como gente.
Se é que um dia teve.

Tô tranquilo... Tô limpo... Tô de boa, Zé!

Iiih... Não tô fazendo nada não, Tio.
E mesmo se estivesse. Não sabe conversar, não?

Calma, aê! Por que você me olha assim?
Só de olhar pra mim já sente medo...

Atravessa a rua, faz o sinal da cruz. E se eu fosse Jesus?
Vai, chama os zomi, então.

Chegaram:

- “Perdeu, ladrão. Cadê a arma?”

Não tenho arma não, senhô!

- “E o que é isso aí, nas mãos?”

É apenas meu saquinho de pipoca... Posso abrir, senhô?


(Vulgo Elemento)

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Poesia inspirada no artigo Pedagogia da Crueldade: racismo e extermínio da juventude negra, de Nilma Lino Gomes e Ana Amélia de Paula Laborne, de 2018.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Porque o racismo é estruturalmente estrutural


𝐏𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐫𝐚𝐜𝐢𝐬𝐦𝐨 é 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐮𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐮𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥⁣
Temos que ocupar todos os lugares...⁣
Vamos unir forças...⁣
Vamos estudar e transformar a história...⁣
Vamos nos manifestar, exigir e argumentar...⁣
Mesmo sabendo que nenhum/a negro/a está imune aos efeitos do racismo, que é estruturalmente estrutural...⁣
Mesmo que tenha diploma, mesmo que more em área nobre, mesmo que fale inglês, árabe, francês...⁣
O racismo sempre dá um jeitinho para nos alcançar... É só olhar direitinho...⁣
E essa talvez seja uma de suas estratégias de atuação: ⁣
“Mesmo que te escondas, eu te encontro”.⁣
(Vulgo Elemento)


sexta-feira, 29 de maio de 2020

Pandemicídio


𝐏𝐚𝐧𝐝𝐞𝐦𝐢𝐜í𝐝𝐢𝐨⁣⁣
⁣⁣
Quando os sujeitos são colocados à deriva...⁣⁣
Os corpos se descorporificam na brisa fina...⁣⁣
Que rasga, que mata, que elimina...⁣⁣
A minha vida, a sua vida. Não há saída!⁣⁣
⁣⁣
E é isso o que eles fazem:⁣⁣
⁣⁣
Pandemicistas propagam pandemicídio pelas periferias: patifes.⁣⁣
⁣⁣
Sim! Estamos numa fase de extrema mudança...⁣
É como se estivéssemos parados dentro de um túnel, e sem enxergar aquela luz que dizem trazer esperança... Mas que também pode ser o farol do trem...⁣⁣
⁣⁣
Já pensou vivermos daqui pra frente, eternamente, sem contato físico,⁣ sem aglomerações, com todo mundo usando máscaras?⁣⁣
⁣⁣
E é isso o que eles fazem:⁣⁣
⁣⁣
Pandemicistas preferem promover pânico público permanentemente.⁣⁣
⁣⁣
Estou com fome: E daí?⁣⁣
Estou com sede: E daí?⁣⁣
Estou com medo: E daí?⁣⁣
Eu morri ontem à noite: E daí?⁣⁣
⁣⁣
(Vulgo Elemento)

terça-feira, 26 de maio de 2020

Arte como Cuidado: reflexões em um período pandêmico



𝐀𝐫𝐭𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐂𝐮𝐢𝐝𝐚𝐝𝐨: 𝐫𝐞𝐟𝐥𝐞𝐱õ𝐞𝐬 𝐞𝐦 𝐮𝐦 𝐩𝐞𝐫í𝐨𝐝𝐨 𝐩𝐚𝐧𝐝ê𝐦𝐢𝐜𝐨⁣⁣
⁣⁣
Em muitos eventos da história, a arte tem estado presente como proteção e acalanto. A arte é uma dimensão ampla, por isso, aqui, quero tratá-la de maneira específica, voltada para o cuidado humano em tempos de pandemia...⁣⁣
⁣⁣
O ser humano não vive sem cuidado. Cuidar não é uma expressão qualquer, pois aprendemos a cuidar, por exemplo, para manter a nossa existência e dar sentido à vida. O cuidado é o que nos faz olhar para o outro, que não é o outro, mas si próprio, e, até mesmo, um pouco de mim e de você, e reconhecer humanidade. Cuidado é nos preocuparmos com o outro, respeitando a sua liberdade. Portanto, também é amor, no sentindo de valorizar a vida...⁣⁣
⁣⁣
Vou direto ao assunto: Quanto mais pesada, dura e áspera for a vida, mais taças de poesias devemos ingerir; mais quadros temos que pintar; mais músicas temos que cantar; mais corpos temos que mexer e balançar... Porque a vida é difícil demais, gente! E, às vezes, precisamos fugir para nos encontrar. Isolado, mas não ilhado, sabem como eu estou? Em estado avançado de composição.⁣⁣
⁣⁣
Que fita louca! Que mundo louco é esse que grita para nascer, e onde as pessoas morrem como se não fossem nada: são plastificadas, encaixotadas, praticamente jogadas em valas, sem despedida, sem adeus, sem um último toque no rosto, um olhar, uma oração, um canto, sem velório. O que fica é um vazio cheio de sofrimento e indignação. O que fica é um silêncio que grita e um grito que silencia... A sensação é que qualquer um pode sumir a qualquer hora...⁣⁣
⁣⁣
Necropolíticos dão risadas em seus gabinetes. Importante frisar: necropolíticos não cuidam, não se preocupam.⁣⁣
⁣⁣
E aí é que se pode pensar a arte como cuidado, não como remédio para o tédio do isolamento, mas como caminho de criação ou absorção para lidar com a angústia, a revolta, a indiferença, o abafamento... Seja para liberar energia ou energizar-se de esperança e valor.⁣⁣
⁣⁣
Cuidemo-nos!⁣

(Vulgo Elemento)

terça-feira, 19 de maio de 2020

Dona Célia


Nos últimos dias, recebi a notícia do falecimento da Sra. Célia Aparecida Gomes Cunha, acometida pelo Covid-19.
Sinto-me tocado em compartilhar algumas poucas e sinceras palavras de carinho e solidariedade aos familiares, amigos/as e professores/as. Principalmente, como uma simples maneira de homenageá-la...
Dona Célia foi minha aluna no curso de Serviço Social da Anhanguera, no primeiro semestre de 2019. Era uma mulher sonhadora, esforçada e com muitas histórias. Algumas eram socializadas com todos/as da turma; outras, durante o intervalo ou no final da aula. Histórias sobre suas vivências comunitárias, familiares e políticas, seu salão de beleza, seus projetos para após a conclusão do curso, enfim... Lembro-me que, quando contava suas histórias, seus causos, ao término, vinha uma risada... Eu adorava! Eram relatos engraçados e seguidos de aprendizados. Produziam leveza e empatia.
Era um de seus caminhos para produzir e lidar com o conhecimento: relacionando as discussões de sala de aula com a sua experiência de vida. Ela se empenhava para aprender e para superar limitações... Nesse movimento, também me ensinava... Ela se descobria... Se reinventava... Se desejava naquele lugar...
Enfim, Dona Célia certamente deixa suas histórias, memórias e saudades, que não permitem vê-la como parte de um dado estatístico, e sim como alguém que, pela vida, tinha amor...






segunda-feira, 18 de maio de 2020

Live: A Arte e o Serviço Social


(Clique na imagem para ampliá-la)

A Indiferença em Diferentes Olhares

Olá, pessoal!

Compartilho com vocês o vídeo chamado A Indiferença em Diferentes Olhares, desenvolvido pela equipe do PET Saúde e Interprofissionalidade voltado para Pessoa em Situação de Rua, Unidade de Cuidado Porto de Santos, Unifesp, campus Baixada Santista.

Obrigado e parabéns a todos/as da equipe! Sinto-me lisonjeado pela atenção ao texto Coronavírus, Desigualdade e Indiferença.

Clique AQUI para assistir o vídeo.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Manuscritp Coronavirus, Inequality and Indifference


The manuscript Coronavirus, Inequality and Indifference is available for download in Journal of Quality in Health Care & Economics. CLIK HERE.


quarta-feira, 29 de abril de 2020

Coronavírus, Desigualdade e Indiferença - Site Uol

Olá, pessoal.

Publiquei recentemente o texto Coronavírus, Desigualdade e Indiferença na revista internacional Journal of Quality in Health Care & Economics (JQHE).

Compartilho com vocês o texto publicado aqui no Brasil: CLIQUE AQUI.


terça-feira, 28 de abril de 2020

Reflexão do dia


"Quando alguém viveu longo tempo no âmbito de determinada cultura e frequentemente se empenhou em estudar suas origens e a trajetória de sua evolução, também se sente tentado, em algum momento, a volver o olhar para a outra direção e perguntar que destino aguarda essa cultura e que transformações deverá sofrer" (FREUD).

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Artigo publicado: Prouni: sobre o direito de acesso e permanência estudantil (Revista Educação Online - PUC-RJ)


Socializando o artigo "Prouni: sobre o direito de acesso e permanência estudantil", elaborado em parceria com Ricardo Vidal, e publicado na revista Educação Online, do Programa de Pós-graduação  em Educação da PUC-RJ.

Clique AQUI para baixar o artigo.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Artigo publicado - Cultura Hip-Hop e Serviço Social: a arte como superação da invisibilidade social da juventude periférica


Salve, pessoal...

Em 2017, defendi a tese intitulada Cultura Hip-Hop e Serviço Social: a arte como superação da invisibilidade social da juventude periférica, no Programa de Estudos Pós-Graduados em Serviço Social da PUC-SP, sob orientação das Profas. Dras. Myrian Veras Baptista e Maria Lúcia Martinelli.

Tenho empenhado esforços para publicá-la; tarefa que leva tempo e exige paciência...

Porém, enquanto isso, socializo com vocês o artigo da tese publicado recentemente na revista Katálysis.

Clique AQUI para baixá-lo.

segunda-feira, 16 de março de 2020

Coronavírus: o plano



Coronavírus: o plano

Criaram uma forma de exterminar os indesejáveis... 

- Como?

Pela saúde...

Criaram uma combinação infectante, mutante, migrante, propagante, impactante.

Fizeram de um modo a parecer que não há pessoas culpadas...

Desconfio: controle geracional para aqueles que são tratados como baratas...

Ou a culpa será de quem não lavar as mãos, de quem não espirrar na dobra do braço, aquela parte inversa do cotovelo.

Não toque no rosto, não toque no outro. Evite aglomerações: mas o metrô continua cheio.

Isso não é falta de sorte,
Pois até na doença e na morte alguém está lucrando, e não é o pobre. Acorde!

Tem algo diferente no ar.
Criaram uma coisa para atingir a todos, porém, alguns poderão escapar...

...Atchim...

(Vulgo Elemento)


terça-feira, 10 de março de 2020

Como foi possível a extrema direita chegar ao poder?


Evento: Como foi possível a extrema direita chegar ao poder?
Debatedores: Luiz Eduardo Soares e Vladimir Safatle
Realização: Curso de especialização da PUC-SP: Psicanálise nas situações sociais críticas
Lançamento do livro "O Brasil e seu duplo", de Luiz Eduardo Soares

Após vários anos de conversas por e-mail, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o Prof. Luiz Eduardo Soares... Uma das minhas principais referências no debate sobre juventude, violência e invisibilidade...

Gentil, humilde e atencioso... Fiquei surpreso ao ser citado por ele em sua apresentação...

Clique AQUI para assistir o vídeo completo da atividade.








sexta-feira, 6 de março de 2020

Remédio para Rancor



Remédio para Rancor

Existe remédio para rancor?

Assim, tem... Mas não é industrializado...

Ele é doce, mas não tem açúcar...

É natural, mas depende da sua cultura.

(Vulgo Elemento)


segunda-feira, 2 de março de 2020

Artigo publicado - Amor Leve: sobre a necessidade de laços humanos

Olá, pessoal. Socializo o meu artigo "Amor Leve: sobre a necessidade de laços humanos", publicado na Revista de Estudos Literários (REVELL), da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

CLIQUE AQUI para visualizar/baixar o artigo.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

O manejo de recursos audiovisuais na socioeducação - Revista Olhares - Unifesp

Olá, pessoal.

Socializando o meu artigo O Manejo de Recursos Audiovisuais na Socioeducação, publicado na Olhares: Revista do Departamento de Educação da Unifesp.

Para acessar o artigo, clique AQUI

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Cerimônia de Colação Festiva - Unifesp

Discurso proferido pelo Prof. Dr. Daniel Péricles Arruda aos/às formandos/as em Serviço Social da Unifesp, campus Baixada Santista, em 13/02/2020.


Boa noite aos presentes: alunos, alunas, professores, professoras, familiares, amigos, amigas, bem como aos profissionais que participaram da construção dessa cerimônia de Colação Festiva... Recebam os meus sinceros e fraternos cumprimentos! Cumprimento-os, com satisfação por estar aqui com vocês, compartilhando essa solenidade marcante, sensível e emocionante... Uso dos meus versos para saudá-los. É como se minhas palavras estendessem um tapete vermelho para cada um de vocês: entrem, sentem-se, fiquem à vontade. É como se meu olhar lançasse pétalas para acariciá-los. Sintam-se abraçados pela minha voz e acolhidos pelo meu sorriso.

Agradeço-lhes pela presença, pois cada presença é única: irrepetível, importante, indivisível, pulsante e, certamente, compõe esse mosaico afetivo que somos nós. Seremos testemunha de um rito, veremos uma das passagens do rio desembocando no mar; o mar que não se faz sozinho; o mar que é um conjunto de coisas unidas em três letras: M-A-R... O mar que depende das profundezas, do vento, do sol, das pedras, das margens, depende da água, da gente; assim como dependemo-nos uns dos outros, agora, para formarmos essa unidade.

Agradeço aos alunos e às alunas pelo convite para ser Paraninfo da turma de formandos e formandas em Serviço Social, da Universidade Federal de São Paulo, campus Baixada Santista. Confesso que não esperava! Outro dia, lá em casa, estava tomando café, quando abri o e-mail e vi: “Convite para Paraninfo e Homenageado – formandos 2019”. Quase engasguei! Logo pensei: “Só pode ser trote! Como assim?!”. Até que vi que era sério; tão sério como a minha alegria por estar aqui. Assim, obrigado pelo carinho e a responsabilidade que a mim foi atribuída. Junto a mim estão os/as outros/as professores/as, companheiros e companheiras de trabalho, que também participaram do processo de formação profissional de vocês. Em especial, cito e os parabenizo pela homenagem à Profa. Dra. Andrea Almeida Torres que, de fato, tinha os pés no chão, mente aberta e amplitude na visão. Imersa no debate sobre a ética, os direitos humanos e a relação entre a liberdade e a prisão, marcou a nossa vida acadêmica.

Essa vida acadêmica que não é tão simples; em que é preciso, às vezes, mudar de bairro, cidade ou estado; mudar ou sair do trabalho; se distanciar, temporariamente, de familiares e amigos; adiar ou abandonar outros sonhos, projetos de vida; ter que lidar com a perda de alguém muito próximo; ter que lidar com a falta de recursos financeiros; ter que lutar pela permanência estudantil digna; ter que parar para respirar e depois voltar, mais forte, talvez... E vivenciar a desconstrução daquilo que vocês eram para fazer construir aquilo que vocês queriam ser.

Mas, também temos que reconhecer os outros lados desse processo, como o aprendizado adquirido, elaborado e construído; as contribuições em grupos de estudos e pesquisas; o crescimento e o desenvolvimento pessoal; as amizades; aquele bate-papo sentados no chão da escadaria, do pátio e do corredor; a elaboração conjunta de cartazes para a manifestação; aquela alegria que acontece repentinamente quando se aprende algo que, até então, era difícil aprender; a alegria da aprovação... Aquela alegria que acontece na mesma velocidade do piscar dos olhos e que, comumente, não percebemos.

Penso na formação profissional como as estações do tempo: processos, condições, mudanças, ciclos e contradições... Pessoal, olhem para trás e vejam de onde e como vocês vieram! A gente cresce como as flores... Elas não são assim?! Encaram o frio, a chuva, o sol forte, mas também são visitadas pelas abelhas e pelo vento leve da brisa, são bem tratadas por aqueles que as respeitam; e, assim, elas florescem. Procurei ser jardineiro em seus caminhos, por compreender que vivemos em meio às pragas, ou seja, aos desgovernos e às diversas violências que enfrentamos diariamente, vocês sabem quais são.

Vocês devem estar pensando: “Poxa, ele tem razão! Mas quantas vezes tive que responder à pergunta: Por que você escolheu o curso de Serviço Social? O que faz um assistente social?” Fiquem tranquilos! Não farei essas perguntas aqui e agora. Mas não as ignorem. Não deixem de respondê-las, pois são perguntas que falam da origem e do desejo de cada um. Lembrem-se: cada um é o seu próprio rio, e a gente, juntos, formamos o mar. Na minha visão, essas perguntas valorizam as nossas histórias e nos posicionam no tempo presente.

Desse modo, o rio vai seguindo seu curso, desenhando percursos, fazendo aquele barulhinho que chamamos de “barulho d’água” que, nas palavras de Manoel de Barros, é a cobra de vidro. Daquela que dá a volta por detrás da casa; que, pela poética de sua imaginação, não se chama enseada.

E, assim, os parabenizo, manifestando o meu desejo de que vocês sejam felizes na vida e na profissão, que se atentem à ética, à formação permanente e à humildade em reconhecer que não são superiores aos outros porque concluíram um curso superior. Valorizem os silêncios, as escutas, as palavras, os diálogos, as subjetividades, as artes, as mediações, o lazer, o amor...

Saibam que, se eu pudesse, levaria cada um em seu primeiro dia de trabalho de mãos dadas, e segurando a mochila; como um gesto de carinho e proteção, assim como o jardineiro leva a semente até a terra; assim como as abelhas levam afago até a flor...






quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Projeto Educação com Arte, Cenpec, SP

Momento de leitura e reflexão... Essa é a equipe de arte-educadores/as do Projeto Educação com Arte - uma parceria entre o Cenpec e a Fundação Casa - coordenado pela Marília Rovaron.

Fico feliz de saber que o meu livro "Espelho dos Invisíveis: a arte no trabalho com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa" tem sido uma das referências do trabalho realizado por essa equipe, que, de modo criativo, desenvolve oficinas de arte e cultura nos centros da Fundação Casa na cidade de São Paulo e região metropolitana.



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